Cidade do México - Parte 4 - 02/01/2020

Conforme acertado no dia anterior, pontualmente, uma van da empresa Charly-tours veio nos buscar no hotel. De lá, fomos conduzidos até o ponto combinando no centro histórico da Cidade do México. Esperamos mais ou menos uma hora, até que toda a van estivesse preenchida (14 pessoas). Partimos, então, para a nossa aventura.

A primeira parada foi na Praça das Três Culturas localizada, ainda, no centro histórico da cidade. Conforme o guia do passeio (Rafael) nos informou, a praça tem este nome porque é circundado por construções de três etapas históricas no México: pré-colombiana, vice-reinal e México contemporâneo.

Registro de um dos ângulos da Praça das Três Culturas localizada no centro histórico da Cidade do México.

Retornamos para van, e nos deslocamos até uma loja de produtos artesanais fabricados, principalmente em prata. Lá tivemos a oportunidade de ver o dono da loja, produzindo artesanalmente, placas personalizadas com temas mexicanos. A destreza e a rapidez com que o homem manipulou a placa e os instrumentos para criar desenhos personalizados foi surpreendente. Após um período para comprar e degustação de bebidas mexicanas, seguimos para as pirâmides.

Já podíamos visualizá-las, quando fizemos uma parada em um restaurante/loja localizados próxima a entrada das pirâmides. Lá, recebemos uma explicação sobre a utilização de uma planta mexicana conhecida como maguey. Aqui no Brasil, ela é a famosa babosa. No México, além dos produtos de beleza e farmacêuticos que a utilizam como matéria-prima, a fibra da planta também pode ser utilizada para a fabricação de tecidos e é a base de muitos pratos da gastronomia típica Mexicana, além de bebidas como o pulque.

Tivemos novamente, um tempo para realizar compras na loja e fizemos brindes mexicanos ao provar as bebidas alcoólicas: tequila, pulque e o mezcal (este sendo famoso por ter um larva de mariposa na garrafa no qual é envasado).

Seguimos, enfim, para as pirâmides. Ansiosos, nos deparamos com um céu fechado (parecendo que iria chover a qualquer momento) e vento, muito vento. Nos dirigimos para a primeira pirâmide, conhecida como a pirâmide do sol. Esta é a terceira maior pirâmide do mundo, tendo a sua base medindo 220 x 230 metros e 65 metros de altura. A mesma é composta por cinco plataformas dispostas em degraus e uma escadaria cerimonial que conduz ao topo, onde existia um templo feito de madeira (utilizado para realizar sacrifícios e oferendas aos deuses). Sua estrutura é feita de pedregulhos com o núcleo de abobes de terra e lama, recobertos de pedras e revestido de estuque.


Vista de frente da pirâmide do sol.

Se você observar atentamente a foto, verá pessoas por todas as escadarias da pirâmide. Tivemos que ficar em filas (por mais de  1h: 30min) em baixo, ao longo e no topo da mesma para nos deslocarmos por ela. Não há fiscalização ou informações ao subir na pirâmide e nenhuma contenção de segurança é disponibilizada. Você tem a sensação de que pode cair a qualquer momento. Tirando esses detalhes, a vista é muito bonita e vale o esforço da subida. 

Vista obtida do topo da pirâmide do sol.
Infelizmente, perdemos muito tempo nas etapas anteriores da excursão (lojas e na praça das três culturas), imagino que por razões de logística, principalmente para a utilização do restaurante que viria depois da excursão pela pirâmide. Sendo assim, restou somente 30 minutos para irmos em direção a pirâmide da Lua. Lamentavelmente, não conseguimos subir nela, apenas nos aproximar e tirar fotos. Se você contratar um passeio semelhante ao nosso, acerte ficar pelo menos três horas no local, 2h não é o suficiente.

Retornamos então, para a van, e nos dirigimos de volta para o restaurante/loja que tínhamos parado anteriormente. Agora, para almoçarmos. Não era obrigatório, mas decidimos almoçar por ser no formato buffet livre e o restaurante ser tipicamente mexicano. A comida não era muito saborosa, mas tivemos a apresentação de mariachis e também de danças típicas indígenas. Claro, os espetáculos eram para a arrecadação de gorjetas pelos artistas. Nesse restaurante, contrariando a maior das vezes, não fomos bem atendidos e não quisemos deixar a "propina" (que era de quase 20% do valor final da conta). Porém, via de regra, todos os restaurantes cobram espontaneamente um percentual pelo serviço prestado. Você não é obrigado a pagar, mas é bem constrangedor não fazê-lo. Ah, muitos restaurantes não dão troco, como neste caso.

Apresentação dos mariachis durante o almoço.

Finalizado o almoço, em torno das 15 h, retornamos para a van e nos dirigimos a Basílica de  Nossa Senhora de Guadalupe (a segunda mais visitada do mundo). Neste passeio, o guia foi conosco e deu várias explicações a respeito da Basílica e da fé da população mexicana. Para católicos, esta é uma parte bastante interessante do passeio.

A Basílica Moderna construída em 1970.

Já noite, retornamos para o ponto de partida da excursão, onde nos deparamos com um trânsito bastante congestionado na capital do país. Porém, tivemos o prazer de ver a praça do centro histórico decorada belamente para o Natal e lotada de pessoas passeando por ali.

Centro histórico decorado para a celebração do Natal.

Pegamos o metrô e retornamos para o hotel, finalizando um dia inesquecível.

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