Cidade do México - Parte 5 - 03/01/2020

Neste dia, seguindo a sugestão da minha cunhada que queria muito conhecer a ilha das bonecas, fomos até os canais de Xochimilco, localizados ao sul do centro da Cidade do México. Para isso, fomos de metrô até a estação Tasqueña, de lá pegamos um ônibus até a parada final chamada Huipulco e por fim, pegamos um outro trem, onde descemos na última parada denominada Xochimilco.

Seguimos, então, por uma caminhada de mais ou menos quinze minutos até uma das entradas do canal. Porém, ao nos deslocarmos pelas ruas, nos surpreendeu muito o ambiente onde estávamos. Este bairro era bem diferente do centro da Cidade do México, ao qual estávamos habituados: ruelas pequenas, ônibus antigos (batidos e sem muita segurança), música alta, muitos açougues (com pouca higiene e carnes exibidas na rua) e um cheiro meio desagradável. Mas a experiência por caminhar ali foi bem interessante, lembrando mais o esteriótipo mexicano dos filmes do que o centro da capital do País.

Ao chegarmos em uma das entradas, um rapaz veio nos oferecer dois tipos de passeios: um mais curto (45 minutos) que passava pela parte principal dos canais e outro completo (5 horas) que iria até a ilha das bonecas. A primeira opção no valor de 1000 pesos e a segunda 1800 pesos por barco.  Escolhemos a segunda opção, não tanto pelo valor, mas sim pela aparência insegura que o meio de transporte tinha.

Ao entrarmos no barco (bastante colorido), que na verdade é chamado de trajinera, a insegurança foi passando e começamos a aproveitar o passeio. Eu particularmente, me surpreendi muito, com as mais diversas trajineras que foram passando por nós, oferecendo desde alimentos, apresentações de mariachis ou xilofone, entre outros. Confesso, que se pudesse voltar, teria escolhido a opção número dois, passeio completo até a ilha das bonecas.

Algumas das trajineras localizadas em uma das entradas dos canais de Xochimilco.

Finalizado o passeio, no qual demos uma "propina" para o condutor da nossa trajinera, devido a sua simpatia e carisma, decidimos atender os pedidos de parte da turma da viagem (que adora compras) e nos dirigimos até um mercado público pesquisado no Google. A caminhada foi longa e antes de chegarmos no mercado público em si, encontramos o mercado artesanal de Coyoacán. Este era um aglomerado de muitas loja (uma do lado da outra), semelhante a um camelódromo. 

Finalizada a romaria pelas lojas, fomos então ao mercado público. Neste ponto, eu já estava bastante cansada e desisti de caminhar pelos arredores do mesmo (embora não fosse muito grande). Tomei um belo chocolate amargo (feito de cacau de verdade, e não achocolatado). Ah, as porções de alimentos no México, são sempre muito maiores do que estamos acostumados. 

Porção generosa de chocolate quente.

Meu único arrependimento neste passeio, é que acabei não vendo os chapolins, gafanhotos que são comercializados para alimentação. Porém, depois de muitos debates filosóficos (na minha cabeça), decidi que não seria correto prová-los. Por isso, o arrependimento passou logo.

Pegamos, então, um ônibus até o metrô e retornamos para o hotel. Na fotografia, a seguir, embora a qualidade não seja boa, você pode observar o painel do ônibus. Quando eu digo que muitos deles são antigos e sem muita manutenção, não é exagero. 😁

O interior de um dos ônibus que utilizamos na Cidade do México.



Comentários

  1. Muito legal, Karine, adorei ler o relato da viagem de vocês! Por mais viagens! Abraço!

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